Ele, hum, "eles", são alguns, não muitos, tão pouco poucos, mas são escolhidos por ela e permanecem enquanto ela tem o interesse, a atração que motiva ao empenho em "fazer gostar".
Certamente ela encontrará o "ele" ideal. Que também saiba "fazer gostar". Mas homens interessantes para mulheres como Marcela, que não obedecem padrões, e que não abrem mão da liberdade (de idéias, decisões, não necessariamente parceiros, por que a questão não é instabilidade, é escolha e opção) são mais complexos do que se pode imaginar. Não são os simples de mais, nem loucos de menos. Seriam os quentes, sem escrúpulos, ou os mornos, quase frios, mas com atenção e respeito do tamanho de um mundo?
Apesar de um leque de opções, muitas tentativas são frustradas. Mas Marcela sempre sabe lidar com isso, com idas, vindas, escolhas, afinal, escolhas são renuncias e recomeço.
Lorraine é bem resolvida. Tem personalidade forte e influente. Toma suas decisões á base de emoções, luta para equilibrar a razão, pois seu coração tem asas e sua razão anda á pe.
Tem ambições e sente que seu mundo é estreito, enquanto há um mundo enorme lá fora, que ela certamente viveria melhor, bem mais que muitos que dispensam esse privilégio.
No amor Lorraine é um caso sério... não teve decepções. Suas frustrações são fantasmas que assombram, só para fazer birra, remetendo á um passado cheio de oportunidades e possibilidades dispensadas.
Definitivamente, Lorraine sofre com arrependimentos apenas do que não se permitiu viver e, pior ainda que arrependimento é a culpa causada pela convicção de que saberia viver muito bem momentos que abriu mão e incontáveis possibilidades... quantas, por sinal...
Lorraine é extremista - 8 ou 80 - extremamente vaidosa, porém sofre com complexos de inferioridade á medida em que seus conflitos internos ressurgem. É determinada, teimosa, amiga e carente também, ah, e hipocondríaca.
Atração, desejo, curiosidade... causas de uma paixão ou seriam consequencias da mesma? O caso de Lorraine é o mais bizarro de todos. Mas por que seria fácil para uma mulher que sempre teve os homens os quais desejou com facilidade? Destino de uma figa!
Conheço também uma Danada, perigo aos homens que se encantam pelo seu jeitinho menina-meiga-solteira-pra-casar. Ela não faz média, e, bem como Lorraine e Marcela, está longe de estereótipos.
É centrada, equilibrada, contanto que não beba, e que permaneça longe de um copo de catuaba, pois o alcool a torna capaz de fazer loucuras.
É linda, delicada, mas tem mágoas e vontades, que insistem em desequilibrar seu ego e sua emoção. Tem o coração enorme, não há defeito nisso, porém boa parte desse terreno de amor, afeto e carinho, está preenchido por um fdp, que conforme a voz da razão foi um namorado importante que se foi e não voltará á ocupar tal lugar, mas para a emoção, é o escolhido, que cedo ou tarde retornará e cumprirá o que prometeu, até o fim.
Viver na condição de que os próximos serão apenas "os outros e só" é o que a faz seguir nessa batalha entre razão, emoção e tempo... tempo para curar, tempo para alimentar, tempo para para modificar, para trazer ou para tirar de vez dos pensamentos, do coração...
Melissa tem ambições, mais relacionadas a êxito profissional, material e pessoal, do que sentimental. Luta para manter a mesma estrutura que a manteve até aqui - com receio de amar, criando exigências maiores do que as cabíveis apenas pelo fato de impedir que o processo "analise-aceitação-emoção-paixonite" ocorra.
Não foi desilusão específica, não existem traumas. A questão é o medo. Medo de se envolver e perder o controle. Manter o controle só é possível na fase de bloqueio de todo o processo "analise-aceitação-emoção-paixão (ou até amor)".
Melissa não acredita em príncipe encantado, mas acredita piamente em bruxo, sapo, monstro e maldição.
O pessimismo a tornou mais cautelosa, mas o tempo a fez se render pela comoção, pela solidão, pela necessidade de alguem, que tem idealizado, mas seus olhos tão radicais e exigentes não avistam.
Melissa não quer o comum, quer homens que ajam como homens, o que, convenhamos, não é mais tradicional. Melissa exige ser tratada como mulher, com direito a todas as regalias que o sexo feminino deve ter, mas nem por isso reage como uma fêmea abandonada. É independente, sabe dizer mais não do que sim, não se rende a beleza fugaz e tão pouco ao papo inconsistente de um galantiador barato.
Uma nova cor de cabelo, compras de roupas cada vez mais estilosas, ou clube da luluzinha com as amigas podem fazê-la sentir mulher, mas a necessidade vai além do seu alcance. Foi justamente por isso que cedeu á um zé mané, o qual se envolveu por um tempo considerável para que se arrependesse de ceder tão somente pela beleza, ainda que seja um fator indispensável. Beleza atrai, conteúdo convence - pronto, falei!
E bem como a amiga Danada, Melissa age naturalmente, em sociedade com o tempo, mais dos imprevistos do que do desejado. Melissa quer ser surpreendida, só evita decepções já calculadas. E até quando é preciso calcular relacionamentos e pessoas? Até quando a razão deve ser prioridade? Esperar que alguem prove o contrário é esperar pela eternidade?
E por mais q elas sofram... todo se sentem atraidos pelas marcelas; lorraines; danadas; e melissas.... sz
ResponderExcluir