Somos mulheres, que utilizam da ousadia, acidez e até mesmo sarcasmo, para lidar e superar conflitos desde os inevitáveis decorrentes da própria existência, até as dores extremas, perdas, derrotas, que alteram um destino para sempre... Na dor e na raiva todas somos parecidas... Mas é no modo como lidamos e superamos tais conflitos, que nos diferenciamos de mulheres banais...
domingo, 22 de agosto de 2010
Frágil - Caio Fernando de Abreu
Frágil – você tem tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora. Para que o protejam, para que sintam falta. Tanta vontade de viajar para bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço. Um dia mandará um cartão-postal de algum lugar improvável. Bali, Madagascar, Sumatra. Escreverá: penso em você. Deve ser bonito, mesmo melancólico, alguém que se foi pensar em você num lugar improvável como esse. Você se comove com o que não acontece, você sente frio e medo. Parado atrás da vidraça, olhando a chuva que, aos poucos começa a passar.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
a mais pura verdade - Arnaldo Jabor
A MAIS PURA VERDADE...
A medida que envelheço e convivo com outras, valorizo mais ainda as mulheres que estão acima dos 30. Elas não se importam com o que você pensa, mas se dispõem de coração se você tiver a intenção de conversar. Se ela não quer assistir ao jogo de futebol na tv, não fica à sua volta resmungando, vai fazer alguma coisa que queira fazer...
E geralmente é alguma coisa bem mais interessante. Ela se conhece o suficiente para saber quem é, o que quer e quem quer. Elas não ficam com quem não confiam. Mulheres se tornam psicanalistas quando envelhecem.
Você nunca precisa confessar seus pecados... elas sempre sabem... Ficam lindas quando usam batom vermelho. O mesmo não acontece com mulheres mais jovens... Mulheres mais velhas são diretas e honestas.
Elas te dirão na cara se você for um idiota, caso esteja agindo como um!
Você nunca precisa se preocupar onde se encaixa na vida dela. Basta agir como homem e o resto deixe que ela faça... Sim, nós admiramos as mulheres com mais de 30 anos! Infelizmente isto não é recíproco, pois para cada mulher com mais de 30 anos, estonteante, bonita, bem apanhada e sexy, existe um careca, pançudo em bermudões amarelos bancando o bobo para uma garota de 19 anos...
Senhoras, eu peço desculpas! Para todos os homens que dizem: "Porque comprar a vaca, se você pode beber o leite de graça?", aqui está a novidade para vocês: Hoje em dia 80% das mulheres são contra o casamento e sabem por quê?
"Porque as mulheres perceberam que não vale a pena comprar um porco inteiro só para ter uma lingüiça!". Nada mais justo!
A medida que envelheço e convivo com outras, valorizo mais ainda as mulheres que estão acima dos 30. Elas não se importam com o que você pensa, mas se dispõem de coração se você tiver a intenção de conversar. Se ela não quer assistir ao jogo de futebol na tv, não fica à sua volta resmungando, vai fazer alguma coisa que queira fazer...
E geralmente é alguma coisa bem mais interessante. Ela se conhece o suficiente para saber quem é, o que quer e quem quer. Elas não ficam com quem não confiam. Mulheres se tornam psicanalistas quando envelhecem.
Você nunca precisa confessar seus pecados... elas sempre sabem... Ficam lindas quando usam batom vermelho. O mesmo não acontece com mulheres mais jovens... Mulheres mais velhas são diretas e honestas.
Elas te dirão na cara se você for um idiota, caso esteja agindo como um!
Você nunca precisa se preocupar onde se encaixa na vida dela. Basta agir como homem e o resto deixe que ela faça... Sim, nós admiramos as mulheres com mais de 30 anos! Infelizmente isto não é recíproco, pois para cada mulher com mais de 30 anos, estonteante, bonita, bem apanhada e sexy, existe um careca, pançudo em bermudões amarelos bancando o bobo para uma garota de 19 anos...
Senhoras, eu peço desculpas! Para todos os homens que dizem: "Porque comprar a vaca, se você pode beber o leite de graça?", aqui está a novidade para vocês: Hoje em dia 80% das mulheres são contra o casamento e sabem por quê?
"Porque as mulheres perceberam que não vale a pena comprar um porco inteiro só para ter uma lingüiça!". Nada mais justo!
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Libertação das Mulheres
A "libertação da mulher" numa sociedade escravista como a nossa deu nisso: Superobjetos. Se achando livres, mas aprisionadas numa exterioridade corporal que apenas esconde pobres meninas famintas de amor, carinho e dinheiro.
São escravas aparentemente alforriadas numa grande senzala sem grades.
Mas, diante delas, o homem normal tem medo.
Elas são "areia demais para qualquer caminhãozinho".
Por outro lado, o sistema que as criou enfraquece os homens.
Eles vivem nervosos e fragilizados com seus pintinhos trêmulos, decadentes, a meia-bomba, ejaculando precocemente, puxando sacos, lambendo botas, engolindo sapos, sem o antigo charme "jamesbondiano" dos anos 60.
Não há mais o grande "conquistador".
(Arnaldo Jabor)
São escravas aparentemente alforriadas numa grande senzala sem grades.
Mas, diante delas, o homem normal tem medo.
Elas são "areia demais para qualquer caminhãozinho".
Por outro lado, o sistema que as criou enfraquece os homens.
Eles vivem nervosos e fragilizados com seus pintinhos trêmulos, decadentes, a meia-bomba, ejaculando precocemente, puxando sacos, lambendo botas, engolindo sapos, sem o antigo charme "jamesbondiano" dos anos 60.
Não há mais o grande "conquistador".
(Arnaldo Jabor)
paixão e projeção
'Segundo alguns psicanalistas quando se apaixona você não se relaciona com alguém de carne e osso mas com uma projeção criada por você mesmo e a projeção que fazemos é a de um ser completamente perfeito. mas depois de um período a projeção acaba e você passa a enxergar de verdade a pessoa com que está se relacionando invariavelmente algumas virtudes do parceiro ou da parceira vão embora com a projeção...
outras ficam...
e se o que ficou de cada um for suficiente para os dois, a relação perdura.
caso contrário... ninguém sabe o que faz o botãozinho ligar e iniciar uma nova projeção.
o amor é inexplicável.
mas tem coisas que você pode entender...'
(Sigmund Freud)
outras ficam...
e se o que ficou de cada um for suficiente para os dois, a relação perdura.
caso contrário... ninguém sabe o que faz o botãozinho ligar e iniciar uma nova projeção.
o amor é inexplicável.
mas tem coisas que você pode entender...'
(Sigmund Freud)
sábado, 7 de agosto de 2010
Sisters - Martha Medeiros
SISTERS
Sempre que chega o Dia Internacional da Mulher, procuro fugir do discurso de vitimização que a data invoca. Não que estejamos com a vida ganha, mas creio que as mulheres já mostraram a que vieram e as dificuldades pelas quais passamos não são privilégio nosso: injustiça e violência são para todos.
Temos, ainda, o grande desafio de conciliar as atividades domésticas com a realização profissional, e precisamos, naturalmente, da parceria do Estado e da parceria dos parceiros: ser feliz é um trabalho de equipe. Mas não vou utilizar o 8 de Março para colocar mais água no chororô habitual. Prefiro aproveitar a data, este ano, para fazer um brinde à nossa importância não para a sociedade e nem para a família, mas umas para as outras.
Assistindo em DVD ao delicado filme Caramelo, produção franco-libanesa do ano passado, tive a sensação boa de confirmar que o tempo passa, os filhos crescem, os corações se partem, mas as amigas ficam. Como todos os filmes que abordam a amizade e a solidão intrínseca de toda mulher, Caramelo nos consola valorizando o que temos de melhor: a nossa paixão, a nossa bravura (“sou mais macho que muito homem”) e o bom humor permanente, mesmo diante de tristezas profundas.
No filme, elas são cinco: a amante de um homem casado, a que tem pavor de envelhecer e por conta disso se submete a situações humilhantes, a garota muçulmana com casamento marcado que precisa esconder do noivo que não é mais virgem, a enrustida que se sente atraída por outras mulheres, e a senhora que desistiu de investir no amor para cuidar da irmã mais velha, que é mentalmente perturbada. Todas diferentes entre si e todas iguais a nós: mulheres conflituadas, mas que podem contar umas com as outras em qualquer circunstância. Recentemente recebi por e-mail um texto anônimo, em inglês, que falava justamente sobre isso: precisamos de mulheres a nossa volta.
Amigas, filhas, avós, netas, irmãs, cunhadas, tias, primas. Somos mais chatas do que os homens, porém, entre uma chatice e outra, somos extremamente solidárias e companheiras de farras e roubadas. Esquecemos com facilidade as alfinetadas da vida e temos sempre uma boa dica para passar adiante, seja a de um filme imperdível, de uma loja barateira ou de uma receita para esquecer da dieta.
Competitivas? Talvez, mas isso não corrompe em nada a nossa predisposição para o afeto, a nossa compreensão dos medos que são comuns a todas, a longevidade dos nossos pactos, o nosso abraço na hora da dor, a nossa delicadeza em momentos difíceis, a nossa humildade para reconhecer quando erramos e a nossa natureza de leoas, capazes de defender não só nossos filhotes, mas os filhotes de todo o bando.
Aprendemos a compartilhar nossas virtudes e pecados e temos uma capacidade infinita para o perdão. Somos meigas e enérgicas ao mesmo tempo, o que perturba e fascina os que nos rodeiam. Brigamos muito, é verdade: temos unhas compridas não por acaso.
Em compensação, nascemos com o dom de detectar o sagrado das pequenas coisas, e é por isso que uma amizade iniciada na escola pode completar bodas de ouro e uma empatia inesperada pode estimular confidências nunca feitas. Amamos os homens, mas casadas, mesmo, somos umas com as outras.
independência e trabalho
'Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que
ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito
mais livre para ir e
vir.
Desde que lembre de separar alguns bons momentos da
semana para usufruir
essa independência, senão é escravidão, a mesma que
nos mantinha trancafiadas
em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo.
Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel
decorado pelo Philippe
Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter
tudo isso, francamente,
está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha
rústica à beira-mar e
o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser
prazeres cinco estrelas
e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal,
uma vida interessante'.
ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito
mais livre para ir e
vir.
Desde que lembre de separar alguns bons momentos da
semana para usufruir
essa independência, senão é escravidão, a mesma que
nos mantinha trancafiadas
em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo.
Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel
decorado pelo Philippe
Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter
tudo isso, francamente,
está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha
rústica à beira-mar e
o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser
prazeres cinco estrelas
e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal,
uma vida interessante'.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
samsa - virginia flores
Eu poderia dizer tudo falar todos os meus palavrões o caos que você colocou na minha vida e no meu corpo. Mas o caos eu permiti, eu mesma permiti o caos e a doçura dos teus braços, assim, como uma tonta que se entrega ao príncipe que nunca existiu.
Vejo agora esta barriga inchando de dor e prazer, uma loucura, as minhas pernas moles, os meus dentes rangendo de raiva e de ausência. Porque eu sinto as patinhas se movendo, as asinhas roçando aqui por dentro, porra, eu sei. É você crescendo dentro de mim, mas isso não é amor, nunca foi, é apenas a desorganização do corpo, o caos da boca e dos arrepios.
Lembro ainda das tuas asas, dos teus olhos quentes. Lembro mais que eu perdi o controle, eu, sempre tão centrada, os pingos nos iis, uma mulher com o mundo aos seus pés. Aos meus pés agora restam apenas o inchaço e o calor, as patas de elefanta.
Mas eu quis, ah!, como eu quis... E foi como abrir a janela para a tempestade. Uma ventania, você, suas asas espalhando papéis no meu quarto, levantando os lençóis, o sopro sedutor.
Hoje considero tudo isso um nojo, você um nojo, jamais outra vez. Mas levarei tudo até o fim, ainda me resta um pouco de vergonha na cara, essas tuas patinhas fazendo cócegas na minha barriga, essas asinhas que vão se abrir em breve e partir em busca de outra como eu, outras. Mas não pense você que eu vou dar ao inseto o nome de Gregor Samsa, como você quer.
anamnese
Era uma dor muito estranha. Aguda e lancinante, que fazia suar e ter vertigem, por vezes, uma lágrima.
Durava o tempo que se a sentisse.
Rastreados os órgãos, fígado, baço, rins, tudo em ordem. Pele, músculos, nervos e tendões sem avarias. E a dor lá, doendo.
Tomava todos os analgésicos inventados, tinha conta na farmácia. E a dor não passava.
Dentista, homeopata, clínico geral e, mesmo, geriatra não detectavam a origem.
Chegou a consultar mãe de santo. Fez trabalho no mato, jogou búzios, procurou cartomante, bebeu poções.
Não adiantava.
Toda vez que olhava o espelho, lá estava a dor.
dia do finado
...é, infeliz, marca sua existência contemplando a minha, ou então...
Era um chuvoso feriado no cemiterio,
quando a viúva apareceu no túmulo esquecido.
Sorriu para a rachadura no mármore velho,
gotejando sobre a cabeça do falecido.
poema de Romina Conti
pteroframes surgem
na imagem
logo se vê o fantasma.
e além disso
se dissolvem
os chuviscos
alguns seres
orgânicos que
me causam náusea
como o carrapato-azul
e a lampreia e
os vagalumes
com lâmpadas
na ponta de
suas bundas
piscam
estroboscópicas
mas os piores
são os homens com
monitores voltados
para o próprio cu
e o umbigo colado
no ego
sabendo que
todos acabaremos lá:
sete palmos abaixo
felicidade - Santa Maria
Dizia que me amava todos os dias e noites.
Beijava com ardor antes de dormir e ao acordar.
Chegava em casa e me trazia presentes.
Surpreendia com palavras e gestos românticos.
Jantávamos fora todos os finais de semana.
Construiu uma casa de praia para passarmos as férias.
Viajávamos para outros países anualmente.
Trocou o meu carro por um praticamente zero.
O último cartão de crédito que ele me deu era ilimitado.
Adorava que eu fosse ao salão e comprasse roupas novas.
Me achava bela e gostosa desde quando nos conhecemos.
Era o homem perfeito. O marido que toda mulher sonhou.
Agora entende por que eu o matei?
Assinar:
Postagens (Atom)