Então, a quem possa interessar: não mudei de opinião, mas também não mudei de comportamento. Sigo tendo noções de adequação.
As vezes adorando, as vezes digerindo.
Não curto tendências. e isso é válido para TUDO! Mas gosto de provocar minha auto crítica, observando o que é preferência atual. Sigo o meu extinto, vontades naturais, estilo aguçado, e isso me molda, isso me torna.
Sou a mesma, embora não a mesma de tempos atrás. Me renovo, me desenvolvo, sem contradições. O que é típico da minha essência não será revertido. Meu conceito não muda. Nem minha ideologia. Se isso te surpreende, azar o seu. O que me torna inconstante é a vontade de reiventar o já existente, é um processo de desenvolvimento - sensibilidade, aprovação, assimilação e inevitável transformação.
Não espere de mim ser aquilo totalmente diferente a cada semana pelo simples hábito de mudar. Não sou tão porra louca assim. A questão é que tenho mais feeling e coragem que você, meu bem...
Se mudo, se renovo, se mantenho ou não, é pura expressão, reflexo da sensibilidade apurada. Sou apenas fiel á minhas necessidades e preferências. Consistente ou fútil para você, para mim é fruto de uma natural aprovação interior, mais consistente e sincera impossível.
Acredite, ainda tenho muita disposição para me surpreender, constantemente, no entanto, implacavelmente não existem muitas razões para o decorrer de surpresas. Talvez preciso viver mais - conhecer mais gente, novos ares, para me surpreender com atitudes de homens frouxos e de mulheres recalcadas.
E esse processo é contínuo. Também tenho meus momentos retrôs, até por que também sinto saudades, esse é meu lado humano mais vulnerável. Me rendo ao retroativo, mas sei que não por completo. Uma vez rainha, voltar a ser princesa só superficialmente.
Meus complexos de inferioridade que me fizeram perder parte da minha vaidade. Mais não da minha feminilidade. Tem coisa mais feminina do que sentir- se feia, ou gorda e dar férias ao espelho, para depois trazer à tona auto-estima e amor incondicional por si mesma? É, mulheres 8 ou 80. Sou dessa leva de mulheres que não se influenciam por críticas de cotovelos doloridos, nem de homens que não tem competência para saber o que procuram e nem o que perdem.
Me arrumo mesmo. Vestir bem, para despir sempre. Não sou hipócrita. A luxúria e a vaidade caminham juntas.
Acredito que já tive atributos que não tenho mais. Anos me deram uma pele menos jovial, um cabelo menos forte e menos brilhante, ah, e uns quilos à mais. Mas não troco meus ganhos de hoje pelos de ontem não. Sei que se fosse possível voltar no tempo eu faria tudo novamente, só que com mais intensidade, com mais alma e menos receio.
Se me fudi foi por que quiz, ou mereci, acreditar que a vida é um processo natural é das teses a mais realista.
E viver com base na realidade é sempre pedir para sofrer menos, na medida perfeita: menos ilusão e mais sensatez. Delírio e sensatez também podem caminhar juntos. em busca de delírio para viver pelas minhas vontades. E captando a realidade para que ferida alguma dure mais do que a vontade de me surpreender.
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